Na tarde de sexta-feira (29), São José dos Quatro Marcos, cidade localizada no interior de Mato Grosso, se tornou palco de um crime brutal que chocou a população. A Polícia Militar encontrou dois corpos dentro de um veículo Onix branco, parcialmente incendiado, à beira da estrada da comunidade Santo Antônio, nas proximidades do antigo lixão. O crime, que envolveu grande violência, levanta questões sobre a segurança e o aumento da criminalidade na região.
A descoberta dos Corpos: Ação rápida da polícia
A polícia iniciou a investigação após receber uma ligação anônima, que denunciava um carro abandonado com sinais de incêndio. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o veículo a cerca de 500 metros do barracão de reciclagem, com os vidros do carro embaçados. Entretanto, esse detalhe sugeriu que o incêndio provavelmente começou dentro do veículo. Ao abrirem a porta traseira, os policiais encontraram a primeira vítima, já sem vida, deitada de barriga para cima. A vítima estava com os pés e as mãos amarrados e apresentava ferimentos graves na cabeça, possivelmente causados por disparos de arma de fogo.
No porta-malas do carro, os policiais encontraram a segunda vítima, também sem vida, deitada de barriga para baixo. Assim como a primeira, estava com pés, mãos e pescoço amarrados e ferimentos semelhantes na cabeça. Além disso, no banco do motorista, a polícia encontrou vários documentos queimados, e o banco traseiro apresentava sinais de incêndio, com as pernas da primeira vítima parcialmente queimadas.
Indícios de execução
O Onix branco exibia sinais claros de incêndio, tanto no banco traseiro quanto nos documentos queimados. As pernas da primeira vítima, que estavam parcialmente queimadas, indicam que o fogo foi intencionalmente ateado, possivelmente para destruir provas. Além disso, a perícia revelou marcas de tiros e sinais de luta, sugerindo que as vítimas tentaram resistir antes de serem mortas.
Esses detalhes alimentam a hipótese de execução, uma vez que a violência foi excessiva e as vítimas estavam claramente amarradas, sem chance de defesa. Contudo, o caso desperta especulações sobre a possibilidade de um acerto de contas, possivelmente relacionado a facções criminosas, ou uma execução motivada por questões pessoais.
