Os moradores do bairro Bandeirantes, localizado na região da Pampulha, em Belo Horizonte, denunciam uma situação de abandono na avenida Novara. Há cerca de sete meses, obras realizadas pela prefeitura deixaram a via em condições precárias. Repleta de buracos, pedras soltas e muita areia, a avenida tornou-se um desafio diário para motoristas e pedestres. Além disso, a proximidade com a avenida Fleming, uma das mais movimentadas da região, contribui para agravar ainda mais os problemas no tráfego, já que a via suporta um fluxo constante de veículos.
Obras inacabadas e moradores exigem soluções imediatas
As intervenções na avenida Novara abrangem um trecho de apenas 500 metros, entre a praça Toscana e a avenida Fleming. A pavimentação da via utiliza alvenaria poliédrica, que consiste no assentamento manual de pedras sobre areia. No entanto, como a Pampulha é uma área tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a substituição dessa pavimentação por asfalto não é permitida. Embora a preservação histórica seja importante, a lentidão das obras e a má qualidade do trabalho têm gerado indignação entre os moradores.
Paula Lisboa, vice-presidente da Associação Pró-Interesses do Bairro Bandeirantes (APIBB), explicou que a comunidade já havia solicitado melhorias na via antes do início das obras. “A Regional Pampulha nos informou que a alvenaria poliédrica será mantida. Por isso, pedimos a manutenção da avenida Novara, que já apresentava um estado crítico. Atualmente, os três quarteirões continuam em péssima condição, gerando poeira e indignação para os moradores que precisam transitar por aqui”, afirmou Paula, que vive no bairro há 50 anos.
Impactos na mobilidade e na qualidade de vida
As condições precárias da avenida Novara não afetam apenas o tráfego, mas também prejudicam diretamente a saúde e o dia a dia dos moradores. O fluxo intenso de veículos, muitas vezes em alta velocidade, aumenta o risco de acidentes. Além disso, a poeira constante levantada pelos carros representa um perigo à saúde, especialmente para crianças e idosos, que são mais vulneráveis a problemas respiratórios.
Motoristas relatam danos frequentes aos veículos devido à irregularidade do pavimento, enquanto pedestres enfrentam dificuldades para caminhar com segurança. Esse conjunto de problemas não apenas aumenta a frustração da população, mas também reforça a necessidade de uma solução definitiva por parte das autoridades.
Prefeitura não apresenta respostas claras
Apesar das reclamações constantes da comunidade e das demandas enviadas pela APIBB, a Prefeitura de Belo Horizonte ainda não se pronunciou sobre a situação. A falta de transparência em relação aos atrasos nas obras e a ausência de um cronograma para conclusão deixam os moradores sem perspectivas de melhorias. Essa postura aumenta ainda mais a insatisfação e a sensação de abandono na região.
