Um crime brutal abalou Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, na noite de quarta-feira (20). Antonio Sousa de Jesus, de 57 anos, matou Francisca Pereira da Silva, de 38 anos, dentro da casa onde moravam, no bairro Jardim Vetorasso II. A Polícia Civil classificou o caso como feminicídio e iniciou a busca pelo suspeito, que fugiu de moto após o ataque.
Homem m@ta companheira com marreta e picareta em Rondonópolis/MT pic.twitter.com/KC526OAPhs
— O Matogrossense (@o_matogrossense) November 21, 2024
Crime choca a comunidade local
Antonio atacou Francisca com golpes de marreta e picareta, atingindo principalmente a cabeça. O filho do suspeito e sua nora, que estavam na casa ao lado, tentaram intervir, mas não conseguiram impedir o crime. Antonio deixou o local em uma motocicleta e não foi mais visto.
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu Francisca e a levou ao Hospital Regional. Apesar dos esforços médicos, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A Polícia Militar recolheu os objetos usados no crime, enquanto a perícia examinou a cena.
Autoridades agem para resolver o caso
Investigadores da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouvem familiares e buscam pistas que levem ao paradeiro de Antonio. O filho do suspeito relatou que tentou controlar o pai durante o ataque, mas não conseguiu. A polícia intensificou as buscas e pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Antonio seja comunicada imediatamente.
Feminicídio: Estatísticas alarmantes no Brasil
O assassinato de Francisca expõe mais uma vez a gravidade da violência contra mulheres no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o país registra um feminicídio a cada sete horas. Este tipo de crime reflete contextos de controle, ciúmes e misoginia, fatores que precisam de enfrentamento constante e imediato.
Por fim, mulheres que enfrentam situações de risco podem procurar auxílio pelo Disque 180, que funciona 24 horas e oferece orientação e encaminhamento para serviços especializados. Em situações de emergência, ligar para o 190 da Polícia Militar salva vidas.
