Trabalhadores e acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) protestaram nesta sexta-feira, 15 de novembro, em Cuiabá. Eles rejeitaram a escala 6×1 e exigiram a redução da jornada de trabalho. Os manifestantes se reuniram na Praça Ipiranga e caminharam pelo centro da capital, gritando palavras de ordem e cantando músicas contra o regime de trabalho vigente.
Trabalhadores fazem protesto contra escala 6×1 nas ruas de Cuiabá pic.twitter.com/Ayl088Fleq
— O Matogrossense (@o_matogrossense) November 15, 2024
Manifestantes criticam a escala 6×1 e defendem a PEC
A escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um de descanso, recebeu duras críticas durante o ato. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que tramita no Congresso Nacional, propõe reduzir a carga semanal de 44 para 36 horas, eliminando a necessidade desse regime laboral. Entretanto, manifestantes defenderam a PEC como uma medida essencial para garantir mais qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e família.
Apoio de líderes e estudantes reforça mobilização
Leo Rondon (PT), suplente a vereador por Cuiabá, participou do protesto e discursou. No entanto, ele pediu condições dignas para os trabalhadores e destacou a importância do convívio familiar. “Quem defende a família de verdade quer comida na mesa, teto e tempo para cuidar das crianças”, declarou Rondon ao microfone, enquanto a multidão o apoiava.
Além disso, estudantes do Diretório Central da UFMT (DCE) também marcaram presença e compartilharam vídeos do ato nas redes sociais. Eles entoaram cânticos como “Trabalhador, venha lutar, a 6×1 tem que acabar” e “Se não pode com a formiga, não atiça o formigueiro”.
Adufmat e movimento nacional fortalecem a causa
A Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) manifestou apoio público à PEC e à mobilização. A entidade afirmou que a redução da jornada de trabalho permitirá aos profissionais dedicar mais tempo ao estudo, lazer e convivência familiar. “Avanços trabalhistas nunca impediram o desenvolvimento econômico. Mobilizamos a sociedade para reverter reformas que prejudicaram os trabalhadores”, publicou a Adufmat em nota oficial.
Contudo, protestos similares aconteceram em várias capitais brasileiras, incluindo Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A amplitude das manifestações reforça a relevância do tema no debate político e social do país.
