A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, planeja disputar o Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Jair Bolsonaro confirmou que Michelle considera a candidatura, enfatizando que ela possui grande identificação com pautas conservadoras e representa um nome forte na política local. De acordo com o Instituto Paraná Pesquisas, Michelle lidera a preferência do eleitorado, com 35,5% das intenções de voto, colocando-a à frente de concorrentes importantes.
Bolsonaro expressa desejo de que ex-primeira-dama mantenha um papel moderado na política, mas reconhece o impacto positivo que sua candidatura pode trazer. Após sua inelegibilidade, que o impede de disputar cargos até 2030, Bolsonaro busca assegurar a continuidade de sua base política, e Michelle aparece como o nome de maior projeção dentro do círculo familiar. Em apoio, Flávio Bolsonaro destaca que Michelle representa uma liderança importante para o eleitorado conservador.
Resultados da pesquisa colocam Michelle como favorita
A pesquisa mostra que Michelle supera nomes como o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que possui 28,7% das intenções de voto, e Fred Linhares, deputado pelo Republicanos, com 26,1%. Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT) aparecem com 18,9% e 11,5%, respectivamente. Com isso, Michelle se consolida como a favorita, apoiada por uma base conservadora e religiosa que a vê como uma nova liderança.
“Caminho gradual” marca estratégia de Michelle para o Senado
Jair Bolsonaro observa que o Senado oferece a Michelle uma “porta de entrada” moderada, permitindo que ela construa uma trajetória política de forma gradual. Nos últimos anos, Michelle tem se envolvido em causas sociais e participado de eventos conservadores, consolidando um perfil público focado em valores familiares e em pautas cristãs. A possível candidatura não só manteria a família Bolsonaro em evidência política, como também abriria caminho para que Michelle se fortaleça como uma possível representante do público conservador.
Ibaneis Rocha, governador do DF, já sugeriu publicamente a possibilidade de uma “dobradinha” com Michelle em 2026. Tal estratégia poderia reunir os votos da base conservadora e ampliar a representatividade de ambos. Michelle se conectaria com o eleitorado mais alinhado ideologicamente, enquanto Rocha buscaria votos de outras frentes.
