A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu, nesta sexta-feira (25), quatro escavadeiras utilizadas em operações de garimpo ilegal em Vila Bela da Santíssima Trindade. Avaliadas em mais de R$ 5 milhões, as máquinas operavam em pontos diversos da propriedade, incluindo áreas próximas ao Rio Sararé.
Denúncia e repressão imediata
Após receber uma denúncia anônima sobre a atividade ilegal, a equipe da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade, em conjunto com a Delegacia Especial de Fronteira (Defron), iniciou diligências e confirmou as operações de garimpo no local. Os policiais flagraram as escavadeiras em uso, enquanto operadores tentavam ocultá-las na mata para dificultar a ação. No entanto, as autoridades localizaram e apreenderam os equipamentos usados nas operações de garimpo.

Impacto ambiental e investigação
Os policiais constataram o dano ambiental causado pela exploração ilegal. A atividade destruiu áreas de vegetação nativa, afetando diretamente a fauna e a flora local. No entanto, a Polícia Civil mantém as investigações para identificar os responsáveis pelo garimpo e garantir que respondam judicialmente pelos danos causados ao meio ambiente.
Contexto do garimpo ilegal na terra Indígena Sararé
A Terra Indígena Sararé enfrenta o avanço da mineração ilegal. Em 2023, a região registrou 1.104 alertas de garimpo, o que representa um aumento de 636% em comparação ao ano anterior. Além disso, esse aumento decorre da migração de garimpeiros para áreas menos monitoradas, após o fortalecimento de operações em outras regiões como a Terra Yanomami.
Responsabilidade e ações futuras
A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio de órgãos federais como o IBAMA e a Funai, segue intensificando operações para frear a devastação ambiental e garantir a proteção de territórios indígenas. Por fim, as investigações visam desarticular grupos que atuam no garimpo ilegal e reprimir atividades que causam danos ambientais, ao mesmo tempo em que previnem a exploração ilegal dos recursos naturais no Estado.
