Um jovem de 19 anos morreu na terça-feira (22) enquanto trabalhava em um frigorífico no bairro Jardim Paraíso, em Sinop, a 478 km de Cuiabá. Ele sofreu uma descarga elétrica durante a manutenção da rede elétrica do estabelecimento, onde atuava como auxiliar de serviços elétricos. O trabalhador não usava Equipamento de Proteção Individual (EPI), o que pode ter contribuído para o acidente.
Falta de EPI agrava acidente
O boletim de ocorrência relata que encontraram o jovem caído ao lado de uma escada de alumínio, que ligava o solo ao telhado do barracão de produtos químicos. Ao que tudo indica, a vítima tocou em uma parte energizada sem a proteção adequada. O uso de EPIs, essencial em atividades elétricas, poderia ter evitado a tragédia.
O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente ao local, mas constatou o óbito no momento da chegada. As autoridades encaminharam o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para a necropsia, que confirmará a causa exata da morte. A Polícia Civil já investiga o ocorrido, focando na falta de EPI e nas condições de segurança oferecidas pelo frigorífico.
Investigação aponta para falhas de segurança
A Polícia Civil investiga se o frigorífico cumpria as normas de segurança e se fornecia os EPIs necessários para os trabalhadores. A Norma Regulamentadora 10 (NR 10) exige o uso obrigatório de EPIs em qualquer serviço com eletricidade. A falta de cumprimento dessas normas não só coloca vidas em risco como pode gerar consequências legais para a empresa.
Prevenção e segurança no setor frigorífico
Frigoríficos operam em um ambiente repleto de riscos. A presença de maquinários pesados e o uso de produtos químicos tornam obrigatório o uso de equipamentos de proteção. Além disso, empresas precisam garantir que seus funcionários recebam treinamento adequado e que utilizem EPIs, como luvas isolantes, capacetes e botas de borracha, para evitar acidentes.
Continuação das investigações
Até o momento, as autoridades não divulgaram o nome da vítima, e o frigorífico ainda não se pronunciou sobre o acidente. As investigações continuam, e a Polícia Civil busca identificar se a empresa falhou ao não fornecer os EPIs adequados e não assegurar condições seguras de trabalho.
Por fim, este acidente reforça a necessidade de priorizar a segurança no trabalho. O uso de EPIs e o cumprimento das normas de segurança não são apenas obrigações legais, mas medidas vitais para preservar vidas.
