Nos últimos dias, vídeos de um homem vestido de Pennywise, o palhaço do filme IT: A Coisa, viralizam nas redes sociais. Ele aborda carros nos semáforos de Cuiabá, causando surpresa e diversão entre os motoristas. A ação ocorre de forma inusitada: ele se aproxima dos veículos com uma mão falsa ensanguentada e desliza o braço pelo vidro, chegando a encostar o rosto nas janelas, pegando motoristas e passageiros desprevenidos.
O objetivo do “palhaço” vai além de apenas assustar. Enquanto realiza a performance, ele pede dinheiro aos motoristas, prática comum nas avenidas da capital mato-grossense. Mesmo assim, a mistura de terror e humor divide opiniões entre os que consideram a cena divertida e os que se preocupam com a segurança.
A reação dos motoristas
Motoristas e passageiros reagem de diferentes maneiras. Alguns riem da situação, outros se assustam com a abordagem inesperada. “Tomei um susto enorme, mas depois percebi que era só brincadeira”, comentou um motorista que passou pela experiência.
O artista, que utiliza a fantasia para chamar atenção, encontrou uma forma criativa de interagir com as pessoas no trânsito e pedir ajuda financeira. No entanto, essa prática gera preocupações em relação à segurança no trânsito, especialmente em sinais vermelhos, onde os motoristas não têm como evitar a interação.
Segurança em risco?
Especialistas em trânsito alertam para os riscos de distração que podem causar acidentes. Interações inesperadas, como a do “Pennywise cuiabano”, podem desestabilizar motoristas desprevenidos.
Apesar da criatividade do artista, o Código de Trânsito Brasileiro proíbe atividades que possam distrair os motoristas, como performances nas vias. Na prática, no entanto, a fiscalização dessas ações muitas vezes não acontece.
A aparição de pessoas fantasiadas pedindo ajuda no trânsito já virou comum em várias cidades brasileiras, e o palhaço Pennywise é uma das fantasias mais populares. Por fim, a figura assustadora, somada à popularidade do personagem nos filmes, garante o impacto visual que atrai tanto sustos quanto risadas.
