Um motorista de aplicativo agrediu uma mulher que estava com seu filho, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Cuiabá, na última sexta-feira (11). O incidente, registrado em vídeos que circulam nas redes sociais, gerou indignação e chamou a atenção de autoridades e da população. A situação começou quando o motorista reclamou de uma suposta atitude do menino dentro do carro.
No vídeo, a mãe tenta explicar que o filho tem autismo, afirmando: “Meu filho tem autismo, moço”. O motorista, de forma agressiva, respondeu: “Então compra um carro e cuida dele”. Em seguida, a mulher aparece correndo para dentro de uma loja com o filho nos braços, pedindo ajuda. Desesperada, ela grita: “Ele me agrediu. Olha o meu rosto. Não deixem ele ir embora. Chama a polícia!”.
Deputada exige investigação rigorosa
A divulgação das imagens gerou grande repercussão. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) se pronunciou sobre o caso, pedindo uma investigação rigorosa. Em suas redes sociais, a deputada destacou que:
“É impossível não se indignar com esse vídeo, no qual um motorista de aplicativo agride uma mãe com seu filho autista. Nada justifica uma agressão, especialmente contra uma mãe e uma mãe atípica. Esse caso exige seriedade na investigação, pois trata-se de violência contra uma mulher e também contra todas as famílias atípicas que enfrentam preconceito diariamente”.
As polícias Civil e Militar afirmaram que, até o momento, não houve o registro de boletim de ocorrência sobre o caso. No entanto, a grande repercussão pública deve pressionar as autoridades para uma resposta mais rápida.
Desafios enfrentados pelas mães de crianças autistas
O incidente em Cuiabá expõe a dura realidade enfrentada por mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Diariamente, elas lidam com preconceitos e falta de compreensão por parte de terceiros. A resposta agressiva do motorista ao saber que o menino era autista reflete o desconhecimento e a falta de empatia sobre a condição e os desafios enfrentados por essas famílias.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que mais de 2 milhões de pessoas tenham diagnóstico de autismo, número que cresce conforme o diagnóstico se torna mais acessível. Mesmo assim, a inclusão social ainda enfrenta grandes desafios.
A falta de preparo profissional se destaca em incidentes como esse, demonstrando a necessidade urgente de promover ambientes mais inclusivos.
Consequências e próximos passos
A grande repercussão do caso deve levar as autoridades a investigarem o incidente de maneira adequada e responsabilizar os envolvidos. O episódio em Cuiabá serve como alerta para a sociedade e para o poder público sobre a importância de respeitar as famílias atípicas e garantir que pessoas com autismo recebam o tratamento adequado.
