O mercado ilegal de brinquedos gerou um prejuízo de R$ 360,68 milhões no estado de São Paulo em 2023, representando 4,46% do total do setor. Conforme os dados divulgados no Anuário de Mercados Ilícitos 2024 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), essa prática não apenas resultou em uma perda significativa de arrecadação de impostos, como também impactou diretamente a economia local, prejudicando a criação de empregos e afetando a segurança das crianças. O alerta da Fiesp destaca a necessidade de conscientização dos consumidores sobre os riscos e os impactos econômicos desse mercado ilegal.

Impacto econômico e social relevante
O comércio ilegal de brinquedos resultou em uma perda de arrecadação de R$ 122,47 milhões em impostos no estado de São Paulo. Esses recursos, caso tivessem sido recolhidos, poderiam ter sido destinados para a construção de até 34 escolas ou para financiar a educação de 16.271 alunos. Além disso, a ilegalidade afetou diretamente o setor de trabalho formal, com a perda de R$ 35,08 milhões em rendimentos e a não criação de 18.207 empregos formais que teriam beneficiado os trabalhadores do setor.
Bárbara Argenta destacou que, além dos prejuízos financeiros, os brinquedos pirateados colocam em risco a segurança das crianças. Ela alertou que, apesar do preço baixo, esses produtos podem ser perigosos. A conscientização dos consumidores é essencial para combater os riscos associados a brinquedos falsificados.
Redes criminosas transnacionais: Um problema global
Grande parte dos brinquedos falsificados que chegam ao Brasil tem origem em redes criminosas transnacionais. A Fiesp afirma que redes criminosas importam ilegalmente esses produtos, principalmente de países do sudeste asiático, como a China. As redes de contrabando, cada vez mais sofisticadas, desafiam os sistemas de fiscalização e dificultam as tentativas de combate à ilegalidade.
A proximidade do Dia das Crianças, uma das principais datas de compras do setor, preocupa a Fiesp, que alerta para o aumento da demanda por brinquedos durante esse período. Muitos consumidores, em busca de produtos mais baratos, acabam optando por brinquedos sem certificação, expondo as crianças a riscos sérios.
Riscos à saúde e à segurança das crianças
O impacto do mercado ilegal de brinquedos vai além da questão financeira, pois afeta diretamente a segurança dos pequenos. Muitos desses brinquedos não passam por processos de certificação e controle de qualidade, o que significa que podem conter materiais tóxicos, peças pequenas que se soltam facilmente ou até mecanismos que oferecem riscos de acidentes. A ausência de regulamentação deixa as crianças vulneráveis, pois os produtos pirateados não seguem as normas de segurança estabelecidas por órgãos como o Inmetro.
A Fiesp reforça a importância de os consumidores escolherem brinquedos de procedência confiável, priorizando produtos certificados que garantam a segurança das crianças. Comprar brinquedos ilegais não só alimenta o mercado clandestino, mas também coloca em risco a saúde e a vida dos pequenos.
Medidas para combater o mercado ilegal
Para combater o avanço do mercado ilegal de brinquedos, a Fiesp propõe ações mais rigorosas de fiscalização nas fronteiras e portos, além de campanhas de conscientização voltadas aos consumidores. Essas campanhas são essenciais para que a população entenda os perigos e os impactos do mercado clandestino. A responsabilidade não recai apenas sobre as autoridades, mas também sobre os consumidores, que devem optar por produtos legais e denunciar pontos de venda que comercializam itens piratas.
