Na manhã desta quinta-feira (10/10), a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagrou a segunda fase da Operação Artemis. A ação foca no combate ao armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantil pela internet, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A operação, agora concentrada em Tangará da Serra, identificou novos suspeitos envolvidos nesses crimes.
Polícia Civil age em Tangará da Serra
A 2ª Vara Criminal de Tangará da Serra expediu um mandado de busca e apreensão domiciliar, com base nas investigações da DRCI. A Polícia identificou um novo suspeito no município, que utilizava dispositivos eletrônicos para armazenar e compartilhar material ilícito. As equipes da Delegacia de Tangará da Serra e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apoiaram a ação, que resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos.
Histórico da Operação Artemis
A Polícia Civil deu início à Operação Artemis em maio de 2024, em Pontes e Lacerda. Na primeira fase, os agentes prenderam um suspeito em flagrante e apreenderam uma grande quantidade de material relacionado à pornografia infantil. O sucesso dessa ação motivou a continuidade da operação. Nesta nova fase, sob o comando da delegada Juliana Palhares, as investigações técnicas e sigilosas identificaram mais suspeitos.

Além disso, a delegada Juliana solicitou à Justiça a busca e apreensão de dispositivos eletrônicos no endereço do novo investigado, pedido que o Judiciário deferiu integralmente. A operação agora espera que a análise dos dispositivos apreendidos ajude a responsabilizar os envolvidos.
Autoridades reforçam a importância da operação
O delegado adjunto da DRCI, Gustavo Godoy Alevado, coordenou as ações em Tangará da Serra e destacou a relevância dessa operação. “Protegemos crianças e adolescentes, que sofrem com esses crimes. A parceria entre as unidades da Polícia Civil no interior do estado garante o sucesso das operações”, afirmou o delegado.
No entanto, Juliana Palhares, delegada responsável pela investigação, ressaltou o uso da tecnologia para desmantelar redes de distribuição de material ilícito. “Atuamos de maneira eficiente para identificar e punir os responsáveis pela disseminação de pornografia infantil”, explicou a delegada.
Operação Artemis e seu simbolismo
A operação recebeu o nome Artemis em referência à deusa grega da caça e protetora das crianças. Além disso, a Polícia Civil de Mato Grosso reafirma, com essa ação, seu compromisso de combater crimes que afetam diretamente a integridade de menores. As autoridades agem com rigor na identificação e punição dos envolvidos.
Por fim, aOperação Artemis não só combate o armazenamento e compartilhamento de material ilícito, mas também destaca a importância de prevenir e conscientizar sobre a segurança na internet.
