As igrejas na China começaram a substituir imagens religiosas tradicionais, como Jesus e Maria, por retratos de líderes do Partido Comunista Chinês (PCC), incluindo Xi Jinping e Mao Zedong. O governo chinês impôs essa mudança como parte da política de sinicização, que alinha as práticas religiosas com a ideologia do Estado. Desde 2015, o Partido Comunista tem se empenhado em integrar a religião à sua visão política, usando isso como uma forma de controle ideológico sobre as religiões praticadas no país.
A China está aplicando a política de sinicização para moldar as práticas religiosas ao controle do Partido Comunista Chinês. A imposição envolve a retirada de símbolos cristãos e a substituição por retratos de Xi Jinping e Mao Zedong. Essa ação faz parte de um movimento mais amplo que visa garantir que as igrejas promovam a lealdade ao partido e enfraqueçam a independência das crenças religiosas. Assim, a intenção do governo é assegurar que o cristianismo na China se submeta às diretrizes estatais, diminuindo o foco em Jesus e Maria.
Opressão nas comunidades cristãs
Autoridades têm visitado lares cristãos em diversas regiões, como Shanxi e Henan, exigindo que os moradores retirem qualquer imagem de Jesus ou símbolos cristãos, substituindo-os por retratos dos líderes comunistas. A população mais vulnerável, especialmente aquelas que dependem de benefícios sociais, sofre ameaças de perda de subsídios caso se recuse a obedecer. Além disso, igrejas que não se alinham ao controle estatal enfrentam uma repressão ainda maior, incluindo o fechamento forçado e a prisão de seus líderes.
Repressão religiosa sob justificativas políticas
A política de sinicização também inclui outras formas de repressão. O governo chinês obriga as igrejas a hastear bandeiras do Partido Comunista Chinês (PCC) e entoar hinos que exaltam o partido durante seus cultos. As autoridades implementam essas medidas como parte de um esforço para integrar a ideologia comunista às práticas religiosas. Além disso, o governo monitorou de perto as atividades religiosas durante a pandemia de COVID-19, restringindo reuniões religiosas enquanto permitia que comércios e outras atividades econômicas continuassem. Essa estratégia foi mais uma forma de intensificar o controle sobre as igrejas e seus seguidores.
Portanto, as igrejas não registradas, que operam de forma independente do controle estatal, são particularmente visadas. O governo chinês considera essas igrejas uma ameaça à estabilidade social, o que resulta em perseguições, prisões arbitrárias e acusações forjadas contra seus líderes. Por isso, muitos cristãos sofrem vigilância constante, com o governo impondo o uso de câmeras de segurança nas igrejas para monitorar os sermões.
