O governo brasileiro deu início a uma operação para repatriar os brasileiros que vivem no Líbano, após o agravamento dos conflitos entre Israel e o Hezbollah. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com o chanceler Mauro Vieira, tomou a decisão durante uma reunião no México, onde participavam da posse da nova presidente Claudia Sheinbaum. A Força Aérea Brasileira (FAB) já se encontra preparada para iniciar o resgate, com aeronaves disponíveis e um plano de voo estruturado.
O presidente Lula e o chanceler Mauro Vieira determinaram a ação de repatriação após receberem uma análise detalhada da situação crítica no Líbano. Desde o dia 23 de setembro, o Itamaraty debate a necessidade de realizar essa operação. O governo optou por utilizar o aeroporto de Beirute, que continua em operação, como ponto principal de evacuação. Assim, a decisão também inclui a possibilidade de rotas alternativas, como o uso de bases aéreas na Síria e até uma rota pelo Chipre, que envolvem vias terrestres, aéreas e marítimas.
Operação do governo será coordenada pelo Itamaraty
O Itamaraty lidera a operação de resgate, em estreita colaboração com a FAB e a Embaixada do Brasil no Líbano. A Embaixada já começou a reunir informações sobre os brasileiros interessados em retornar ao país, tendo criado um grupo no WhatsApp para agilizar a comunicação. Os cidadãos brasileiros receberam um formulário para preenchimento, de modo a formalizar o interesse na evacuação. A comunidade brasileira no Líbano, que atualmente conta com cerca de 21 mil pessoas, já expressou preocupações sobre a situação de segurança.
Alternativas consideradas para a repatriação
Além da rota de Beirute, o governo brasileiro considera o uso de duas bases aéreas russas localizadas na Síria: Hmeymim e Shayrat. Ambas se encontram próximas à fronteira libanesa e oferecem uma alternativa viável para a logística da operação. No entanto, essa opção pode apresentar desafios devido à situação de segurança na região. Outra possibilidade envolve evacuar os brasileiros via Chipre, o que demandaria uma complexa operação conjunta entre transporte terrestre, marítimo e aéreo.
Comunidade brasileira no Líbano vive em clima de tensão
Brasileiros que estão no Líbano relatam momentos de desespero e incerteza, pressionando o governo por uma solução rápida. Sara Ali Melhem, brasileira filha de libaneses, descreveu o clima tenso em Beirute, criticando a falta de ações mais rápidas do governo brasileiro. Ela e outros cidadãos estão aguardando pela evacuação e temem pelo agravamento da situação. Apesar das críticas, o governo brasileiro mantém o compromisso de realizar a repatriação o mais rápido possível, mas ainda enfrenta desafios logísticos e de segurança.
