Nesta última segunda-feira (23), um incêndio de grandes proporções devastou o Vale das Águas Claras, em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. As chamas, iniciadas no domingo (22), já consumiram mais de oito quilômetros de vegetação e destruíram casas e áreas rurais. O fogo continua avançando pela serra da Gleba do Monjolo, colocando em risco mais propriedades.
Defesa Civil evacua moradores
A Defesa Civil ordenou a evacuação dos moradores das áreas afetadas, recomendando a retirada imediata de criações animais. As autoridades ainda não divulgaram o número exato de famílias deslocadas, mas a situação gera apreensão entre os habitantes. Robson Luís Barbosa, chefe da Defesa Civil do município, afirmou que a equipe controlou parcialmente o incêndio, mas retornará nesta terça-feira (24) para intensificar o combate às chamas.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), outros 50 municípios de Mato Grosso registraram focos de incêndio no mesmo período. Cáceres, com 92 focos, lidera a lista das cidades mais afetadas, seguida por Colniza (61), Barão de Melgaço (58), Aripuanã (47) e Comodoro (31). A crise ambiental na região se agrava, especialmente em áreas de alta biodiversidade.
Brigadistas combatem chamas
Brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e brigadas voluntárias da região enfrentam dificuldades para controlar o fogo devido aos ventos fortes e ao clima seco, que facilitam a propagação das chamas. As equipes continuam empenhadas em combater o incêndio na serra e nas áreas de vegetação densa.
Moradores relataram problemas no atendimento do Corpo de Bombeiros, mas a corporação destacou que suas equipes estão atuando em diversos focos de incêndio em Chapada dos Guimarães. Um representante dos bombeiros garantiu que todos trabalham para minimizar os danos e proteger vidas e propriedades.
Ameaça à biodiversidade
Chapada dos Guimarães, famosa por suas paisagens naturais e rica biodiversidade, enfrenta uma grave ameaça ambiental. As chamas colocam em risco áreas de preservação e espécies endêmicas, além de comprometer o ecossistema local. Especialistas ambientais alertam para danos irreversíveis, caso o incêndio continue se alastrando.
Por fim, a Defesa Civil monitora o avanço das chamas e, com a chegada de reforços, espera conter o incêndio nos próximos dias.
