Na manhã desta quarta-feira, 3 de julho, um desentendimento acalorado ocorreu entre os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Eduardo Botelho (DEM) durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A discussão quase resultou em agressão física, mas a intervenção do deputado Beto Dois a Um (PSB) evitou o pior.
Início da discussão
Primeiramente, Lúdio Cabral apresentou um requerimento para votar, em regime de urgência urgentíssima, o projeto de lei que trata do Bus Rapid Transit (BRT) nos corredores da região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Eduardo Botelho, então, afirmou que o requerimento possuía 13 assinaturas favoráveis, o que permitia sua votação. No entanto, Lúdio pediu que a votação fosse nominal e oral, justificando que os deputados signatários estavam presentes no plenário.
Em seguida, durante o início da votação, o deputado Diego Guimarães (Republicanos), um dos signatários do requerimento, solicitou a retirada de sua assinatura do documento. Ele declarou que, caso a solicitação não fosse atendida, votaria contra a proposta. Mesmo assim, a votação prosseguiu normalmente até que Lúdio Cabral se aproximou de Eduardo Botelho, que presidia a sessão, intensificando a situação.
Confronto entre os deputados
Posteriormente, Eduardo Botelho e Lúdio Cabral iniciaram uma discussão acalorada que quase evoluiu para uma agressão física. O deputado Beto Dois a Um interveio rapidamente para evitar que a situação se agravasse. Esse bate-boca demonstrou a tensão e as divergências no parlamento sobre o projeto de lei do BRT, um tema que tem gerado debates intensos entre os deputados.
Implicações políticas
Consequentemente, este incidente evidencia as divisões e a intensidade das discussões políticas na ALMT, especialmente em torno de projetos de grande impacto como o BRT. A divergência entre Lúdio Cabral e Eduardo Botelho sublinha a necessidade de diálogo e consenso para avançar nas deliberações legislativas.
