Guardas civis são forçados a respirar gás lacrimogêneo durante curso. Veja vídeo:

Os instrutores expuseram os agentes da Guarda Civil Municipal de Caldas Novas (GO) a gás lacrimogêneo durante um treinamento realizado na última segunda-feira (20) em Goiânia. O incidente ganhou destaque após o vídeo, divulgado pelo instrutor do curso, viralizar nas redes sociais.

No vídeo, vê-se os guardas abraçados em um círculo, recebendo a ordem de manter a posição enquanto liberam o gás. A prática gerou polêmica e levantou questionamentos sobre a necessidade e segurança desse tipo de treinamento. A Superintendência Municipal de Segurança e Mobilidade (SSM) de Caldas Novas confirmou a realização do curso, justificando-o como parte da formação dos agentes para situações de controle de multidões e distúrbios.

O gás lacrimogêneo é amplamente utilizado por forças policiais em todo o mundo para dispersar multidões e controlar tumultos, sendo considerado uma arma de baixa letalidade. Seus efeitos imediatos incluem forte irritação nos olhos, nariz e garganta, provocando lacrimação intensa e dificuldade respiratória, efeitos que geralmente desaparecem após cessada a exposição​​. No entanto, há riscos associados, especialmente para pessoas com problemas respiratórios preexistentes, que podem necessitar de atendimento médico emergencial​.

A Lei nº 13.022, de 2014, que regulamenta as Guardas Civis Municipais no Brasil, não especifica a necessidade de treinamento com gás lacrimogêneo, mas permite que cada município defina suas próprias diretrizes de capacitação​. Este incidente em Caldas Novas suscita um debate sobre os limites e a eficácia desses métodos no treinamento de agentes municipais.

A exposição dos guardas civis ao gás lacrimogêneo levanta questões sobre a ética e a segurança nas práticas de treinamento. Especialistas apontam que, embora seja importante preparar os agentes para situações extremas, é crucial garantir que os métodos utilizados não coloquem em risco a saúde e o bem-estar dos envolvidos.

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